COISAS BOAS E RUINS
Uma derrota diferente. Mas mais uma derrota.
O Grêmio atuou melhor, em comparação aos seus desempenhos recentes e anteriores. Especialmente nos primeiros 15 minutos de jogo, se mostrava organizado, criando situações e mostrando boas atuações. O Leandro era destaque.
É, mas o gol não saiu.
Tínhamos dificuldades na saída de bola. Visivelmente com a orientação, correta, de sair trocando passes e não ‘dando chutão’, zagueiros, laterais e volantes sentiram falta de um maior entrosamento e costume à nova rotina. Com isso, defensivamente corríamos risco de bolas perdidas em uma ‘meia pressão’ praticada pelo Cruzeiro. As jogadas às costas do Neuton se repetiam e mostravam alguma fragilidade do sistema defensivo.
Mesmo assim, até os 20 minutos iniciais o jogo era equilibrado, talvez com alguma vantagem tricolor. A atuação mostrava nítida vontade de acertar, de chegar nas bolas e de espantar o mau momento que vivíamos.
Eis que, ao invés de bola nas costas do Neuton, o menino, posicionado equivocadamente muito dentro da área naquela jogada, chegou tarde para tentar impedir um cruzamento pela esquerda defensiva. A bola foi parar do outro lado. Mário Fernandes, jogando de lateral pela direita, fechou dentro da área como se fosse zagueiro. Resultado: Montillo, sozinho, finalizou com extrema qualidade. Naquela jogada a linha de quatro, defensiva, estava acuada dentro da área, também com a presença do Gilberto Silva.
Lance isolado de posicionamento equivocado? Pode ser. A rotina precisa muito ser aprimorada para não ocorrer.
O time sentiu o gol. Mas logo retomou seu jogo, e na volta para o segundo tempo mostrava que estava com força para reagir.
Então veio a infeliz jogada do nosso capitão, que mais uma vez tentando fazer a jogada óbvia e marcada de buscar a bola no pé do zagueiro – creio que isso era orientação, anterior a chegada do Julinho – , propiciou a retomada da posse pelo adversário, onde Montillo mais uma vez fez a diferença.
A partir daí desorganizou o time, na nítida intenção de buscar a todo o custo e sem muito método um empate pouco provável.
Não foi de todo mau. De notícias ruins, mais uma derrota e a convicção que ficou de que teremos algum tempo ainda para retomar a tranqüilidade e a confiança da equipe. Rochemback foi o símbolo desta ansiedade, apressando jogadas e cometendo muitos erros. Chegou a bater um arremesso lateral ajoelhado, se não me enganei. Lance obviamente revertido pela arbitragem – que achei muito distante das jogadas, por sinal.
Vontade em demasia pode virar desequilíbrio. O Capitão tem crédito. E a intenção era boa.
André Lima ajudou muito pouco, o que é compreensível ante o longo período que esteve parado.
Notícias boas, a melhor organização do time, enquanto o placar era igual, principalmente. Vi troca de passes e tabelas que não assistia há horas. Vai melhorar. Precisamos dar tranqüilidade e ter paciência. O tempo e o trabalho irão determinar a reação. Mas o relógio corre contra nós. Esta velocidade irá pautar aonde chegaremos na competição.
Este ano não me contento com nada menos do que o título. E esta pressão deve ser exercida para que os processos se acelerem, sem perder o método e o planejado.
É a minha opinião.
Juliano Ferrer


Tche, belo texto mas vejo muito otimismo nas tuas palavras. Não quero eu ser o pessimista, mas não vi muita coisa boa durante a partida. A defesa seguiu desorganizada, a consistencia defeniva no meio campo não apareceucom Gilberto Silva, porque o cruzeiro trocou passes com facilidade na intermediaria gremista e vou bater numa tecla que pra mim a muito tempo falta no Gremio: Qualidade. Podemos ter posse de bola, como tivemos no inicio da segunda etapa mas falta qualidade pra finalizar. Um exemplo disso, O Leandro errou um gol muito mais facil do que o Oscar fez pelo Inter. Diferença: Qualidade. Acho que este é o gargalo do gremio há muito tempo.
Mas seguimos torcendo, afinal, gremista não desiste nunca.
Rumo ao topo
Boa noite.
Concordo plenamente.
Oque me deixa mais surpreso é que mesmo com a derrota(pra mim normal tendo em vista que acho que nunca ganhamos por lá) conseguimos ver em pouco tempo de trabalho do JC evoluções, temos que ter calma, acreditar e torcer.
Abraço!
Daniel Neves